Vereador diz que crise em Pedra Branca é moral e não financeira

A Câmara de Pedra Branca começou a pôr em prática o projeto de sessões itinerantes, uma oportunidade do legislativo aproximar-se mais da população e discutir com profundidade seus problemas, apresentando propostas de solução.
                
A sessão desse sábado, 31, foi realizada na comunidade Letreiro, que fica a menos de um quilômetro da cidade. Um dos problemas levantados pela oposição, especialmente o vereador Edvanildo Paz, com base em informação de moradores, é a dificuldade de muitos moradores de ter acesso ao transporte para atendimento médico fora da cidade em face de suposta perseguição política contra pessoas que não acompanham o atual gestor.

                
Uma outra queixa dos moradores do Letreiro, que é uma povoação com dezenas de residências, está relacionada à falta de coleta de lixo, obrigando os moradores a queimarem seus resíduos, gerando uma fumaça tóxica e prejudicial. Eles pedem coletores de lixo no local e passagem do carro de coleta.
                
Durante pronunciamento, o presidente da Câmara, Roberto Rodrigues, falou de algumas das carências da comunidade e dos vários problemas que afetam hoje Pedra Branca. Conforme o vereador, apesar de ter demitido dezenas de servidores, a Prefeitura continua atrasando salário e citou o caso dos servidores da limpeza, que estão com três meses de salário atrasado e muitos trabalham em regime de semiescravidão porque não têm carteira assinada.
                
Conforme Roberto, o problema de Pedra Branca não é a crise financeira, mas uma crise de cunho moral e ético. “Este mês já entrou 1 milhão de reais na Prefeitura, mas o que a gente ver é salario de servidores atrasado e ônibus escolares sem pneus, mas na casa do prefeito tem dois carro de luxo”, lamentou o parlamentar mirim.
                
Outro assunto levantado durante a sessão foi com relação ao matadouro municipal. O marchante conhecido como Alvino participou da sessão e denunciou a precarização da higiene no matadouro a partir da decisão do prefeito de retirar o carro que recolhia os resíduos animais, responsabilidade que ficou para os próprios marchantes, uma despesa a mais para eles. “A gente já vive em dificuldade porque, com a seca, está difícil encontrar animais para o abate, mas, apesar de todas as dificuldades, nossa atividade tem muita importância para a economia da cidade, gerando renda, mas o que aparece pra gente é problema e despesa, porque a Prefeitura agora não quer nem fazer a limpeza do matadouro, e isso é por causa da corrupção”, comentou ele. 

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