Ex-prefeito de Itaporanga nega ter deixado herança maldita com INSS

Ex-prefeito de Itaporanga nega ter deixado herança maldita com INSS
O ex-prefeito de Itaporanga, Audiberg Alves (PSB), divulgou nota à imprensa, nesta quinta-feira (26), rebatendo as acusações do atual gestor Divaldo Dantas, de que teria recebido uma dívida de R$ 22 milhões junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), que estaria inviabilizando a sua gestão. 

Na semana passada, Divaldo publicou um decreto declarando situação de Emergência no âmbito da Administração Municipal, no qual apresenta uma série de motivos, em que considera o ex-prefeito como responsável “por uma situação anormal, causada pela inércia ou por descuido dos atos da administração direta e por falta de planejamento”.



“O prefeito Divaldo Dantas, através do citado decreto, considerou que herdou uma dívida que ultrapassa os R$ 22 milhões com débitos previdenciários, dando a entender que eram de responsabilidade do ex-prefeito. Grande engano! A dívida com o INSS é uma herança que veio de muitos anos, de muitas gestões anteriores a do ex-prefeito”, diz a nota. 

Audiberg acrescenta ainda que, quando assumiu em 2013, já encontrou uma dívida fundada de mais de 19 milhões com o INSS. “No entanto, não procurei culpados, nem atribuí responsabilidades a ninguém, senão ao próprio sistema previdenciário. Tomei as medidas que estavam ao meu alcance. Procurei a Previdência Social para parcelar a dívida, fazendo-o em 120 meses (10 anos), com pagamentos mensais equivalentes a 0,5% da Receita Corrente Líquida do Município”, explicou. 

“Essa mesma medida, se for o caso, poderá ser adotada pela atual gestão. Se assim o fizer, o parcelamento ficará em torno de R$ 15 mil por mês, o que não gera qualquer instabilidade ao Município, cuja Receita anual está estimada em mais de R$ 36 milhões para 2017. É evidente que o Decreto de Emergência se mostra completamente sem razão”, acrescenta. 

Quanto ao fato de dizer que o setor de Licitação não tem como fazer novos processos, o ex-prefeito considera "muito estranha" a afirmação, uma vez que a equipe de transição do governo atual teve livre acesso a todos os dados e arquivos da Prefeitura para buscar quaisquer documentos que pudesse servir de subsídio à nova gestão. “Tais documentos e informações foram entregues à equipe do então prefeito eleito no tempo oportuno. Por esse motivo, não há explicação plausível para a não realização de licitações”, ressaltou. 



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