Câmara de Piancó aprova CPI e define seus membros. Investigação pode afetar prefeito

Em sessão extraordinária na manhã desta quarta-feira, 23, os vereadores da Câmara piancoense aprovaram a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades na execução de um convênio celebrado entre o Consórcio Intermunicipal de Saúde de Piancó e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
                
O convênio, que está sendo executado desde o começo do ano passado, objetiva a construção de mais de 800 moradias populares em Piancó e região dentro do programa de melhoria habitacional para o controle da doença  de chagas. São quase 26 milhões de reais.

                
Seis vereadores compareceram à sessão, incluindo o presidente Pedro Aureliano, e os cinco parlamentares mirins presentes ao plenário aprovaram, por unanimidade, o requerimento propondo a CPI. Em seguida, foram definidos os nomes que comporão a comissão investigativa: Cristiane Remígio, Neguinho Marinheiro, Hermógenes Xavier, Guilherme Montenegro e Peta.
                
O presidente da Câmara também estabeleceu um prazo de dois dias úteis para que a comissão seja instalada e eleja seu presidente e relator. A reunião para isso está definida para a próxima terça-feira, 29. Tudo indica que a CPI será presidida por Cristiane Remígio e terá a relatoria de Neguinho Marinheiro, ambos da oposição.
                
As investigações devem afetar o prefeito Sales Lima (DEM), que é pré-candidato à reeleição. O consórcio é subordinado administrativamente ao gestor municipal, que decidiu pela contratação de apenas uma empresa para a realização da obra, contrariando alguns prefeitos regionais que integram o consórcio.  Tanto o processo licitatório quanto a execução dos serviços são alvo de questionamentos.

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