Sepultamento de casal e outras revelações sobre o fato que chocou Itaporanga nessa terça

Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e colegas de magistério, acompanharam o sepultamento da professora Isabel de Sousa Pinto, de 48 anos, na manhã desta quarta-feira, 30, no cemitério de Itaporanga.
                
Sob forte comoção, o cortejo partiu da casa da professora, que fica na Avenida Padre Lourenço, até a Igreja do Rosário, que fica na mesma artéria e, depois da missa de corpo presente, seguiu para o cemitério, onde a educadora foi sepultada. 


Isabel foi morta na manhã dessa terça-feira dentro da creche municipal Edite Fonseca, onde era diretora. A professora foi executada pelo ex-marido, o motorista Antônio Alves Filho, de 50 anos, que, em seguida, cometeu suicídio. Ele não aceitava a separação e estava acometido por uma forte depressão. Seu corpo deverá ser sepultado em Sousa, de onde é natural e tem familiares. O casal deixa duas filhas de 16 e 21 anos.
                
Um inquérito foi aberto pelo delegado Glêberson Fernandes para apurar as circunstâncias do fato. Informações periciais indicam que a professora foi alvejada com dois tiros, um nas costas e outro na cabeça, disparados pelo ex-companheiro, que se suicidou com um tiro no ouvido. A faca que aparece na cena do crime não foi utilizada no homicídio seguido de suicídio, conforme ainda informações preliminares da perícia, mas o laudo cadavérico é quem vai esclarecer melhor isso.
                
Outra informação é que as balas utilizadas no revólver calibre 38 haviam sido compradas recentemente. A arma com a qual o motorista matou a ex-mulher e, depois, cometeu suicídio, foi encontrada embaixo do casal: eles caíram juntos e de bruços. O delegado pretende ouvir a única testemunha do fato, uma funcionária da creche, para entender como ele conseguiu entrar no prédio público, cujo portão estava fechado de cadeado, segundo as primeiras informações.

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