Grávida é demitida do hospital de Piancó, acusa diretor de perseguição e vai à Justiça

O Governo do Estado publicou no Diário Oficial dessa quinta-feira, 16, a exoneração de Pâmela Costa Palmeira Leite Brasilino (foto) da chefia do Núcleo de Recursos Humanos do Hospital Wenceslau Lopes, de Piancó. A decisão pegou a fisioterapeuta de surpresa, porque, além de cumprir integralmente com sua responsabilidade funcional, ela também está grávida. 

A profissional acredita que sua exoneração foi um pedido do atual diretor do nosocômio, Iclênio Barbosa da Silveira, a quem acusa de perseguição e discriminação. “Sei que o pedido de minha demissão saiu da direção do hospital, mas ele não tinha motivos para me demitir a não ser por perseguição por eu ser amiga da diretora que ele substituiu”, comentou.

           
Para a ex-diretora do hospital piancoense, Maíze Lopes, a exoneração de Pâmela foi, sem dúvidas, para atender um desejo do atual gestor hospitalar, em razão, realmente, das duas serem amigas. Maíze, que é enfermeira, acusa o atual diretor de não querer honrar compromissos financeiros do hospital realizados na gestão passada e também de tentar afastá-la de suas atividades profissionais no Wenceslau Lopes, o que motivou um desentendimento entre os dois. A demissão de Pâmela “foi a forma encontrada pelo diretor para resolver sua rixa pessoal e expor seu poder superior”, lamentou Maíze.
         
Pâmela conta que já tinha comunicado sua gravidez ao diretor e assegura que a exoneração dela “transforma esse ato em uma demissão discriminatória (cujas leis brasileiras garantem a seguridade e estabilidade da mulher em seu ambiente de trabalho durante a gravidez e o período de licença-maternidade)”.
           
A funcionária disse que, ontem, “meu bom dia foi a noticia da minha demissão, fato que me abalou emocionalmente e que colocou em risco a minha saúde e do novo ser que carrego em minha barriga”, lamentou. Ela, que não é servidora efetiva do hospital, acrescentou que vai procurar os seus direitos na Justiça e “espera ser a última vítima de um administrador que mistura vida pessoal com trabalho, mostrando o despreparo para exercer o cargo de chefia”.
       
O espaço está à disposição do diretor Iclênio Silveira para qualquer esclarecimento à opinião pública sobre o fato, caso seja de seu interesse.

www.folhadovali.com.br
Fechar [x]