Familiares de pacientes queixam-se da falta d’água no hospital de Itaporanga e de outra grave carência

Até o final da tarde dessa sexta-feira, 3, o hospital de Itaporanga estava sem água para higiene hospitalar e pessoal dos internos, desde a quarta-feira. Familiares de pacientes que estavam acolhidos em uma das salas de internamento do hospital procuraram a Folha para se queixarem do problema e mostraram preocupação com o que chamaram de absurdo, desumano e temerário.
                

Entre os internos, estão um policial militar de 51 anos e um idoso de 75. Conforme seus familiares e cuidadores, os vasos sanitários estavam completamente sujos e também não havia água para os pacientes tomarem banho há mais de dois dias, sofrendo pelo calor e pela sujeira. Sem condições mínimas de higiene, o temor da família é que os doentes tenham o seu quadro clínico agravado em razão de alguma infecção. "Nós falamos duro com uma pessoa ligada à direção do hospital, porque uma coisa daquela é abursa, e esperamos que alguma providência seja tomada", comentou uma das acompanhantes. 
                
Outra grave carência, conforme eles, é a falta de medicamentos: os cuidadores do idoso internado tiveram que comprar remédio para que ele fosse medicado, porque o hospital estava sem o remédio prescrito pelo médico, um problema recorrente, principalmente depois que o governo estadual reduziu a verba destinada ao hospital.
                
Apesar das inúmeras queixas em relação ao hospital, onde há carências de alimento, água e medicamento, além de profissionais especializados, o problema parece ter sensibilizado ainda órgão como o CRM (Conselho Regional de Medicina) e o Ministério Público, mesmo diante de quadro alarmante de óbitos hospitalares nesse último ano.

Folha do Vali
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