MP quer que Prefeituras do Vale garantam transporte para crianças com microcefalia em tratamento em CG

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) quer que as Prefeituras dos municípios do Vale e de todo interior do estado, com casos registrados de microcefalia, garantam transporte às crianças que fazem tratamento da doença no hospital municipal Pedro I, em Campina Grande, o único equipamento tido como referência no tratamento da enfermidade no estado.
               
Em seu site oficial, o MPPB afirmou que os promotores de Justiça, que atuam nos municípios em que crianças microcefálicas fazem tratamento em Campina, deverão ser notificados nos próximos dias para que possam determinar às Prefeituras o fornecimento do transporte aos pacientes e, também, a seus familiares. 


O hospital campinense tem cerca de 30 crianças sendo acompanhadas. Elas são oriundas de, praticamente, todas as regiões do estado, e é bem provável que algumas delas sejam do Vale, já que aqui, também, ocorreram registros de suspeita da doença, inclusive com suposto óbito.
              
De acordo ainda com o MPPB, o problema da falta de transporte chegou ao conhecimento da promotora Adriana Amorim por meio da médica Adriana Suely de Oliveira Melo, coordenadora do setor do hospital Pedro I, que levou o caso ao Ministério Público “para forçar os prefeitos dos municípios, onde há registros de casos da doença, a oferecerem às famílias necessitadas transportes adequados e regulares para que elas possam conduzir os recém-nascidos até o local do tratamento”, conforme enfatizou a promotora de Justiça.
            
A médica, que ganhou destaque nacional e internacional por descobrir a associação da microcefalia com o vírus zika, afirmou que a maior parte das crianças em tratamento no Pedro I é carente, mas, apesar disso, segundo ela, as Prefeituras têm negado ou dificultado o transporte, omissões que levaram o MPPB a provocar o poder público para garantir a ida e vinda dos pacientes e seus familiares. 

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