Morte de mulher de 43 anos é o 8º óbito relacionado à epidemia em Itaporanga

Em pouco mais de um mês, ao menos, oito pessoas morreram com sintomas das doenças virais transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, mas, para o governo, é como se nada estivesse acontecendo, porque os casos estão subnotificados, ou seja, os números da epidemia que já atingiu mais da metade da população local são ignorados pelas autoridades de saúde públicas.
                   
Na manhã desta quarta-feira, 9, muito abalados emocionalmente, os familiares sepultaram a dona de casa Ozete Amâncio, de 43 anos, moradora do sítio Pau Brasil, em Itaporanga. Ela apresentou os sintomas supostamente da febre chynkungunhya há mais de um mês, foi hospitalizada inicialmente em Itaporanga e, depois, no regional de Patos, onde terminou falecendo nessa terça-feira. “Perdi minha querida companheira”, disse emocionado o esposo da vítima, conhecido popularmente como Cícero Sacristão. 
                
Considerando a proporção entre a população local e o número de óbitos relacionado à epidemia, a mortandade em Itaporanga está entre as maiores do país. Falta, por parte do poder público, ação efetiva de prevenção e combate ao mosquito, que continua descontrolado, e faltam também melhores condições hospitalares para o enfrentamento clínico da virose.

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