Empresa de transportes clandestino dá calote em passageiros que vieram de São Paulo para o Vale do Piancó
O drama já dura quase um mês.
Cortadores de cana que saem das regiões sertanejas dos estados da Paraíba, Ceará
e Pernambuco, para o Sul do País, costumam retornar para suas casas aos finais
de cada ano, vários deles chegaram em casa apenas com a roupa do corpo. Veja o
relato.
Registrando um Boletim de Ocorrência na
manhã desta segunda-feira (06), esteve o jovem Joelson Sipriano de Sousa, de 20
anos, ele estava acompanhado de seu colega de trabalho José Lucas Marques também
de 20 anos, ambos naturais de Diamante-PB.
A queixa é que ao retornarem para casa,
no dia 12 de dezembro passado, com suas bagagens cheias de objetos de valor,
foram obrigados a mudar de ônibus em decorrência de uma pane apresentada no
veículo clandestino em que seguiam de viagem, mas tiveram que deixar suas malas
sob a promessa do recebimento.
Segundo contou Joelson, ao registrar
sua queixa, um grupo de cortadores de cana de açúcar saiu da cidade de
Pitangueiras-SP, a grade maioria das cidades de Diamante-PB, Flores-PE e outras
cidades destas regiões, e ao chegar ao destino final, não tiveram suas bagagens
entregues conforme prometido.
De acordo com as informações do
denunciante, o proprietário do veículo trata-se do senhor Adalberto, natural de
Flores-PE, com ele e seu veículo que ficou parado na cidade de Patos de
Minas-MG, teriam ficado todas as bagagens dos passageiros, e uma promessa de
serem entregues no dia seguinte de suas chegadas, mas tudo foi diferente e o
drama começou: todos os passageiros chegaram com as mãos abanando, sem roupas
nem mesmo objetos de valores que alguns chegavam a R$ 5.000, como foi o caso de
um cortador de cana que trazia um som automotivo.
Segundo Joelson, todos os dias eles
tentam entrar em contato com o responsável pela empresa que intermediou a
viagem, que foi identificado por Cícero que mora em Pitamgueiras-SP, mas ninguém
atende. Os jovens contaram que foram cerca de 20 pessoas prejudicadas, eles
também relataram que já foram em Flores-PE mas até agora ninguém sabe dizer
sobre suas bagagens.
“Já estamos voltando para trabalhar no
dia 20 de janeiro e nada foi encontrado, a partir de agora, vou incentivar meus
colega a não mais andar em transportes clandestinos, é nisso que dá, o barato
saí caro”, comentou Joelson dizendo que pagou cerca de R$ 250,00 pela viagem,
que lhe rendeu pouco mais de R$ 4.000 de prejuízo.
Nesta época de janeiro, é grande a
oferta de passagens em transportes clandestinos para as regiões de São Paulo e
Brasília-DF.
Fonte: DiamanteOnline

