Eleitos primeiros conselheiros do orçamento estadual e eles já têm denúncias para apurar

A 2ª etapa do Orçamento Democrático Estadual começou por Itaporanga: na manhã desta sexta-feira, 12, em uma reunião no Atlântida Esporte Clube, as 163 pessoas presentes elegeram 7 conselheiros. São eles que vão fiscalizar o andamento das obras estaduais no Vale, mas terão também outras atribuições.

Os eleitos foram o padre Djaci Brasileiro, que atua em Pedra Branca; Francisca Laurentino, de Curral Velho; João Paulo, de Caiana; Sebastião Lauderi, também caianense; Ricardo Leite de Sousa, de Serra Grande; Paulo Mirato, de Itaporanga; e Galba Teotônio, pedrabranquense.

Em Conceição, a escolha dos conselheiros será no dia 19 próximo, às 9h, na escola Maestro José Siqueira, reunindo as cidades de sua microrregião; e em Piancó está marcada para o dia 26, também deste mês, na escola Santo Antônio, no mesmo horário, abrangendo toda a sua circunvizinhança. Qualquer cidadão que não seja funcionário público pode se candidatar a conselheiro, mas a atividade é voluntária, ou seja, não remunerada.

Os conselheiros eleitos já têm um desafio inicial e importante: apurar denúncias de que a construtora responsável pelo asfaltamento das estradas regionais estaria usando critérios políticos para contratar trabalhadores. Em uma região onde o desemprego é gritante, há inúmeras denúncias de que para a pessoa ter acesso a uma vaga de trabalho na construtora precisaria de uma autorização de políticos ligados ao governador.

As denúncias pipocam por toda a região, mas em Caiana e Pedra Branca, por exemplo, isso estaria ocorrendo às claras. “Meu filho foi atrás de trabalho com o pessoal da empresa, e disseram que ele tinha que ter a assinatura do prefeito”, disse um morador da zona rural de Pedra Branca, diante de várias testemunhas, entre as quais o padre Djaci Brasileiro, agora eleito, em primeiro lugar, conselheiro do Orçamento Democrático, e a quem a população deposita sua esperança em um trabalho sério de fiscalização da coisa pública regional pelo seu histórico de luta em defesa do povo e da moralidade pública.


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