Eurides Lourenço assume pela 5ª vez Câmara Municipal de Nova Olinda
A vereadora Maria Eurides (DEM) é recordista em mandato parlamentar e na presidência da Câmara Municipal de Nova Olinda. E dois fatos podem explicar isso: primeiro, seu bom relacionamento com a população local, que já a elegeu quatro vezes para o legislativo novolindense e, depois, a credibilidade que desfruta junto à maioria dos seus colegas de Câmara. “Eu fui eleita 5 vezes para presidência sem sair dessa cadeira que você está me vendo agora”, comenta ela, sentada por trás do balcão de sua farmácia onde mantém outro título: é campeã na venda de remédio e carisma, que é também um bom medicamento para o espírito da clientela.
Eurides faz essa referência para dizer que nunca precisou empreender grandes esforços ou submeter-se a negócios escusos para alcançar a presidência da Câmara. Seu nome sempre foi motivo de consenso. Na eleição do último dia primeiro, Maria Eurides (foto) também não teve dificuldade para conquistar a presidência: foi candidata única e eleita por seis dos nove votos do legislativo. Se dentro da Câmara o pleito foi tranquilo; fora dela foi carregado de polêmica.
A polêmica foi tanta que culminou com o rompimento político entre a vereadora Eurides e a prefeita Maria do Carmo, que deu apoio ao vereador Dedé de Lula, mas o parlamentar mirim não chegou nem a ir para a disputa.
Apesar de aliada da prefeita, Maria Eurides recusou-se a votar no candidato indicado por Maria do Carmo e lançou candidatura própria, recebendo o apoio do vereador, também aliado, José Davi, que, igualmente, não quis atender ao pedido da gestora municipal.
Com esses dois votos, o seu e o de Davi, e mais os quatro sufrágios dos vereadores da oposição, Eurides foi eleita para mais um mandato de presidenta. “Mas eu quero esclarecer que minha candidatura nasceu da insatisfação dos vereadores ligados à prefeita com o candidato indicado por ela: os vereadores aliados não queriam votar no nome indicado pela prefeita, embora apenas eu e José Davi tenhamos sido os únicos a manifestar nosso posicionamento, porque não poderíamos marchar contra nossas próprias consciências e convicções, mesmo sofrendo todas as pressões que sofremos”, enfatiza Eurides.
O começo da celeuma
A vereadora Eurides afirma que foi a primeira a manifestar interesse de concorrer à presidência da Câmara, mas, meses antes do pleito, ela e seus colegas da situação tomaram conhecimento de que a prefeita havia firmado um compromisso para eleger o vereador Dedé de Lula.
Conforme Eurides, no primeiro encontro convocado pela prefeita Maria do Carmo para discutir o assunto com os cinco vereadores ligados a ela, inclusive Dedé, não houve consenso em torno do nome dele: “Os demais vereadores não queriam votar no nome indicado pela prefeita, e o próprio vereador chegou a dizer que retiraria sua candidatura para manter o grupo unido, mas a prefeita insistiu que tinha que ser ele”, comenta a vereadora-presidente.
Em uma segunda reunião convocada pela prefeita, sem a presença do candidato dela, ou seja, somente com os quatro vereadores situacionistas, para tentar convencê-los a apoiar Dedé, Maria do Carmo, finalmente, conseguiu o apoio dos parlamentares mirins, mas o consenso não demorou muito.
“Nós não ficamos satisfeitos com o comportamento do candidato da prefeita porque, mesmo depois que todos nós, os quatro vereadores, havíamos decidido apoiá-lo, ele não nos procurou para agradecer o apoio nem apresentar seus planos e compromissos de trabalho na presidência da Câmara, e a gente não ia eleger alguém que, nem sequer, nos procurou para conversar e formar chapa e firmar entendimento, seria um risco muito grande para a administração da Câmara”, diz Eurides, que, juntamente com José Davi, resolveu retirar apoio ao candidato da prefeita.
Acusada de traição pela prefeita e pelo candidato dela, Maria Eurides diz que “Eu não trai ninguém, até porque era do mesmo grupo da prefeita e ela poderia ter também me apoiado, mas insistiu em uma candidatura que não tinha a aceitação dos vereadores”.
A partir do rompimento com Maria do Carmo, Eurides diz que hoje não está ligada a nenhum grupo e vai trilhar por um caminho político independente, embora tenha recebido votos dos quatro vereadores da oposição, entre os quais o ex-presidente Ticô, que não disputou a reeleição. “Hoje eu sou a presidenta do povo”, enfatiza Maria Eurides, desejando um 2011 de paz e luz para todos os novolindenses.
Uma das primeiras medidas administrativas da vereadora será realizar uma reforma no prédio da Câmara, que voltou às suas atividades ordinárias no último dia 20.
Das últimas vezes que passou pela Câmara, Eurides deixou um legado importante para o legislativo: obras e melhorias nas condições físicas e de trabalho do parlamento novolindense, além de uma gestão transparente e responsável, conforme reconhecimento dos próprios vereadores.
Nesta quinta gestão, Eurides pretende repetir os bons feitos anteriores.
Fonte: folhadovali.com.br
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