Pesquisadores visitam obras do radiotelescópio Bingo na cidade de Aguiar e realizam medições de radiofrequência

 



Pesquisadores visitaram obras do radiotelescópio Bingo, no município de Aguiar, na Paraíba, e realizam medições para avaliar as condições do local. Uma equipe esteve no sítio onde está sendo instalado o radiotelescópio com o objetivo acompanhar o andamento das obras, verificar as estruturas que estão sendo construídas e realizar novas medições de radiofrequência na região.

Durante a visita, os pesquisadores Jordany Vieira (@jordanyvieira ), Tales Augusto (@talesaugus0 ) e o prof. Kárlucio Heleno (@decastro.heleno ) realizaram medições de ruído utilizando duas antenas disponibilizadas pelo prof. Alexandre Renê Serres, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e pelo prof. Allysson Macário (@allyssonmacario ), do Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

 


As medições de radiofrequência são uma etapa importante para o projeto, uma vez que o Bingo necessita de um ambiente com baixos níveis de interferência eletromagnética. A identificação e o monitoramento de possíveis fontes de sinais na região permitem avaliar as condições do local e contribuir para a proteção das observações realizadas pelo radiotelescópio.

A realização periódica dessas medições possibilita acompanhar as condições do ambiente ao longo da implantação do projeto e identificar eventuais fontes de interferência que possam comprometer a operação do instrumento.

A visita também contou com a presença do prefeito de Aguiar Manoel Batista e do prof. Élcio Abdalla, coordenador-geral do projeto Bngo. Além do acompanhamento das obras, a agenda teve como objetivo fortalecer a aproximação entre o projeto, os pesquisadores e a comunidade local.

Durante a passagem da equipe pelo município, foram realizadas duas reuniões com representantes de Aguiar. Uma delas aconteceu na Câmara Municipal de Vereadores. O encontro teve como foco a apresentação do projeto e a discussão de possíveis projetos e ações futuras envolvendo o Bingo e o município.

A iniciativa reforça a importância da colaboração entre a comunidade científica e o poder público local para ampliar os impactos científicos, educacionais e sociais associados à instalação do radiotelescópio na região.

Bingo

Bingo (acrônimo de Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations) é um radiotelescópio projetado para fazer a primeira detecção de Oscilações Acústicas de Bárions (BAO), que são ondas geradas pela interação dos átomos com a radiação no inicio do Universo, e que podem ser observadas na faixa de radiofrequência.

 

Pesquisadores visitam obras do radiotelescópio Bingo e realizam medições de radiofrequência
Pesquisadores visitam obras do radiotelescópio Bingo e realizam medições de radiofrequência

O projeto  é uma colaboração internacional liderada pela Universidade de São Paulo (USP), e conta com a colaboração de pesquisadores de diversos países, incluindo Brasil – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) -, China (Universidade de Yangzhou) e Inglaterra (Universidade de Manchester e University College London), além também de ter apoio das instituições Shanghai Jiao Tong (China), Institute for Basic Science (Coreia do Sul), IAP – Institut d’Astrophysique de Paris (França), University of Rome (Itália), IAC – Instituto de Astrofísica das Canárias (Espanha), Instituto Max Planck (Alemanha), Universidade de KwaZulu-Natal (África do Sul), Universidade Federal de Itajubá (Brasil) e Universidade Federal do Cariri (Brasil).

O radiotelescópio Bingo possui financiamento principalmente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Governo do Estado da Paraíba, tendo com pesquisador responsável Elcio Abdalla, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo.

O radiotelescópio Bingo irá realizar a detecção da radiação de 21 cm emitida pelas galáxias utilizando a técnica de Intensity Mapping, na qual não há resolução de fontes individuais, mas sim a medição do sinal total vindo de uma certa região do céu. Dessa maneira, regiões com uma quantidade maior de galáxias irão ter um brilho mais intenso associado, o que permitirá o mapeamento da estrutura em larga escala do Universo, levando à detecção das Oscilações Acústicas de Bárions (BAO).

Fonte: @bingotelescopio


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