Candidato regional propõe discussão ampla sobre a precária saúde pública do Vale do Piancó

Se é difícil para o cidadão e cidadã terem acesso a um exame ou consulta especializada na rede pública de saúde regional, mais complicado ainda é quando eles necessitam de um atendimento de urgência ou emergência nos hospitais do Vale. A caravana de ambulâncias daqui transportando lesionados e enfermos para os hospitais de Patos, Campina e João Pessoa, onde nem todos chegam com vida ou morrem momentos depois, é o sinal que nossa saúde vai mal, aliás, nunca esteve bem. A opinião é do jornalista e candidato a deputado estadual Sousa Neto (PRB), que propõe uma ampla discussão sobre os serviços públicos de saúde, especialmente com relação à média e alta complexidades.


Conforme Sousa, nos últimos 20 anos, os governos concentraram seus investimentos nos hospitais dos grandes centros urbanos do estado, a exemplo de Campina, Patos e João Pessoa, abrindo novos leitos e instalando modernos equipamentos, mas esqueceram as pequenas microrregionais do estado, como o Vale, onde os hospitais padecem pela falta de profissionais e equipamentos: faltam cirurgiões, anestesistas, obstetras, cardiologistas, pediatras e ortopedistas, assim como equipamentos para exame mais complexos. “Além da falta desses profissionais, não existe um único leito de UTI na região, o que é absurdo”, comentou o candidato, que defende uma união de forças entre o Governo do Estado e as Prefeituras regionais, mas, principalmente, sensibilidade dos governantes na busca por uma solução para o grave problema da saúde regional.

É preciso também, segundo Sousa Neto, que as lideranças regionais forcem seus candidatos ao governo e ao parlamento a discutir e propor solução para o problema dos nossos hospitais, ou seja, que a questão seja pautada no debate eleitoral e possa ser assumida como compromisso administrativo para que quem for assumir o governo, a partir de janeiro, resolver o problema. “Tanto o Vale precisa de um hospital grande, quanto de um grande hospital para responder satisfatoriamente a demanda regional, mas os investimentos não aparecem nem há representação do Vale na Assembleia que possa lutar por isso, e é preciso mudar essa realidade”, comentou o candidato, ao completar que, por exemplo, “há anos o hospital de Itaporanga precisa de uma reforma física para atender, inclusive, normas sanitárias, mas nada é feito, assim como a tão prometida UTI para o hospital regional de Piancó não chega, o que é lamentável”. 


folhadovali.com.br
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