Pronunciamento do deputado Luiz Couto denuncia o caos na Segurança Pública na PB

Nos últimos meses, semanalmente os paraibanos têm presenciado nos noticiários inúmeros casos de execuções sumárias que, em sua maioria, tem como vítimas ex-presidiários e acontecem principalmente nos municípios de Bayeux, João Pessoa e Santa Rita.

Segundo informações, em parte dos casos há o envolvimento de policiais, ou melhor, de bandidos fardados que ingressam na polícia para tentar manchar a imagem de toda a corporação que, em sua grande maioria, é composta por homens de bem, responsáveis e honestos.


Na Paraíba, a Segurança Pública está uma lástima. Os policiais civis que diariamente colocam as suas vidas em risco em prol da segurança da população, estão em greve, pois há oito meses estão sendo enrolados pelo Governo Estadual com promessas de aumento, entretanto atualmente amargam o pior salário do Brasil. As delegacias estão sucateadas, sem condições de funcionamento. Os presídios estão superlotados e os poucos carcereiros arriscam suas vidas com armamento ultrapassado e enferrujado.

Na Polícia Militar, os bons policiais têm sofrido perseguições e até demissões por motivos fúteis. Alguns militares, como é o caso do Sargento João Gonçalves de Souza, estão sofrendo punições por não executarem funções que fogem às suas competências. Outros, como o sargento Aguinaldo Alves Coelho, estão sendo excluídos dos quadros da polícia por não concordarem em trabalhar além de sua jornada normal. Ou seja, apesar de ser facultativo fazer hora extra nos casos não emergenciais, estes policiais estão sendo obrigados a se submeterem a esta rigorosa sobrecarga de serviços, sob pena de exclusão, mesmo depois de trabalharem um plantão de 24 horas.

Tal fato, além de colocar em risco a integridade física da população, em virtude do cansaço e do alto nível de estresse dos policiais, aumenta consideravelmente as possibilidades de erro, implicando mais problemas do que soluções.

Há carência de policiais e de agentes penitenciários em todo o Estado, contudo não há qualquer sinal de interesse do governante no tocante à nomeação dos concursados. As críticas aqui elencadas demonstram que temos um governo estático, cuja única preocupação é angariar apoios políticos em troca de cargos públicos, deixando de lado a precária situação dos policiais civis, dos delegados, dos agentes penitenciários, das delegacias sucateadas, da superlotação dos presídios, da segurança pública como um todo.

Nós não estamos aqui com a intenção de manchar a imagem de governante algum, mas com o único objetivo de reivindicar dignidade e respeito para os policiais civis, militares, delegados, agentes carcerários e defensores públicos que tanto fazem pelo nosso Estado.

Assessoria


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